Paizão Digital
Fabiano Martins, de óculos redondos, em retrato duotone

Sobre · Quem faz isso

Fabiano Martins

Pai da Alice. Vinte anos em tecnologia. Alguém que inventa enquanto faz.

Criei isso porque cansei de sentir culpa quando minha filha usava tela.

Trabalho com tecnologia há mais de vinte anos. Uso inteligência artificial todo santo dia, no trabalho, no lazer, criando coisa nova. E mesmo assim, toda vez que a Alice pegava um tablet, vinha aquele aperto no peito que qualquer pai conhece.

Em vez de proibir ou de deixar rolar sem pensar, a gente resolveu fazer diferente: criar junto. Fizemos música com inteligência artificial. Inventamos bichos malucos pra virar personagem. Tocamos nota musical com as mãos na frente da câmera, só pra ver o computador entender o gesto. Não como projeto pedagógico, como brincadeira de verdade, do tipo que vira lembrança.

Foi daí que nasceu o álbum, e do álbum nasceu o resto: os livros que estão sendo desenhados, o espetáculo que a gente está correndo atrás pra viabilizar, e duas ferramentas que tentam responder a pergunta que mais ouço de outros pais. Uma traduz o que a ciência já sabe sobre tela e infância, sem jaleco e sem culpa. A outra cria uma história pra ninar, na hora, com o nome da criança e um bicho de protagonista.

A Alice tem seis anos e opinião firme sobre tudo. Ela não aparece em nenhuma foto nem vídeo daqui, só como personagem desenhada, do jeito que ela mesma desenha os bichos no caderno dela. Isso é escolha nossa, minha e da mãe dela, e não vai mudar.

O Paizão Digital é isso: um pai que também é bicho doido, tentando fazer diferente com a filha.

O ecossistema

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